sábado, 10 de dezembro de 2011

O Trabalho de Enfermagem na Saúde Mental

A sáude mental é nome utilizado para descrever um nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional ou a ausência de uma doença mental.
Para compreender o processo saúde-doença mental, consideramos necessário pensar o ser humano em seu processo existencial. O processo saúde-doença mental deverá ser entendido de uma perspectiva contextualizada, na qual qualidade e modo de vida são determinantes para a compreensão do sujeito. Para isso, é de importância fundamental vincular o conceito de saúde ao exercício da cidadania, respeitando-se as diferenças e diversidades (GAMBA 2006).
Em 1948, foi criado o Serviço Nacional de Saúde e de uma hora para outra todos os hospitais, gerais e psiquiátricos passaram ao controle do Estado, que os igualou em status e auxílio financeiro. Com essa criação aumentou o ânimo dos membros das equipes dos hospitais psiquiátricos repercutindo favoravelmente nos pacientes, os pacientes passaram a ser tratados como seres humanos dignos, proporcionam-se liberdade e independência. A lei da Saúde Mental em 1959 completou o processo de abolição das diferenças legais entre doença mental e orgânica.

Os problemas de saúde mental mais frequentes, são:
  • Ansiedade
  • Mal-estar psicológico ou stress continuado
  • Depressão
  • Dependência de álcool e outras drogas
  • Perturbações psicóticas, como a esquizofrenia
  • Atraso mental
  • Demências

Estima-se que em cada 100 pessoas 30 sofram, ou venham a sofrer, num ou noutro momento da vida, de problemas de saúde mental e que cerca de 12 tenham uma doença mental grave. A depressão é a doença mental mais frequente, sendo uma causa importante de incapacidade. Em cada 100 pessoas, aproximadamente, 1 sofre de esquizofrenia.

Para Gamba (2006), o enfermeiro promove a saúde em qualquer área que esteja atuando. A identificação de fatores fisiológicos e principalmente psicológicos é o seu papel fundamental na saúde mental. As ações da saúde mental devem obedecer o modelo de redes de cuidado e atuar com políticas específicas. O profissional de saúde deve estabelecer com os usuários um vínculo e oferecer o primordial que é o acolhimento.

Nas orientações das ações da Enfermagem de Saúde Mental, o pessoal de enfermagem representa a grande maioria da força de trabalho nos serviços de saúde mental. Seja no papel de gestor, de membro da equipe em contato direto com o portador de saúde mental e seus familiares, seja na supervisão dos auxiliares e técnicos de enfermagem, ou na determinação do projeto terapêutico para cada pessoa sob seus cuidados, o enfermeiro é elemento chave neste processo de mudança de paradigma.

Hoje, espera-se que o enfermeiro seja capaz de identificar e manejar, ou encaminhar adequadamente os casos de manifestações mentais em qualquer especialidade e situação de atenção à saúde, e que os enfermeiros psiquiátricos e de saúde mental estejam preparados para cuidar da pessoa afetada em todos os níveis de atenção.

A família desempenha um papel central na vida do paciente e é uma parte importante do contexto da vida do paciente. É dentro das famílias que as pessoas crescem, se nutrem, obtêm uma sensação de si próprias, cultivam crenças e valores a respeito da vida e progridem através dos estágios de desenvolvimento da vida. A família é a primeira fonte para a socialização e ensino sobre saúde e doença. A família prepara a pessoa com estratégias para equilibrar a proximidade com o afastamento e a coletividade com a individualidade. Um importante papel da família consiste em fornecer os recursos físicos e emocionais para manter um sistema de apoio nos momentos de crise, como nos períodos de doença (SMELTZER e BARE, 2006 apud FRIEDMAN, [1998]).

Moscovici (1985) apud Manzolli (1996, p. 73) explica sobre a função enfermeiro psiquiátrico e paciente:

O enfermeiro é um agente ativo que se une ao paciente com o objetivo de ajudá-lo a reconhecer e examinar situações que ambos estão experimentando, tentando levá-lo a observar perspectivas adequadas no encontro de soluções diante de problemas existentes. Embora enfermeiro e paciente desempenhem papéis diferentes (um procura ajuda e o outro a oferece), os objetivos são comuns, uma vez que buscam compreender e solucionar problemas através da comunicação, cooperação, respeito e amizade. À medida que as atividades e interações prosseguem, irão influenciar nas novas interações e nas próprias atividades. Logo, esta relação "atividades interações sentimentos" não estão relacionadas diretamente com a competência técnica de cada pessoa e, sim, com a influência do grupo e da situação de trabalho.

É um relacionamento humano de realce o que se estabelece entre um indivíduo que está doente ou necessitando do serviço de saúde e uma enfermeira preparada para reconhecer e responder a necessidade de ajuda. Quando a enfermeira e o paciente se encontram e se conhece formam um compromisso entre ambos, de trabalharem juntos e por parte da enfermeira de ajudar o paciente a se recuperar socialmente. Ao estabelecer esse compromisso, a enfermeira orienta e esclarece sobre a dinâmica do mesmo, é o que refere Manzolli (1996).

Ao longo da vida, todos nós podemos ser afectados por problemas de saúde mental, de maior ou menor gravidade. Algumas fases, como a entrada na escola, a adolescência, a menopausa e o envelhecimento, ou acontecimentos e dificuldades, tais como a perda de familiar próximo, o divórcio, o desemprego, a reforma e a pobreza podem ser causa de perturbações da saúde mental.Fatores genéticos, infecciosos ou traumáticos podem também estar na origem de doenças mentais graves.

Para manter uma boa saúde mental

  • Não se isole
  • Reforce os laços familiares e de amizade
  • Diversifique os seus interesses
  • Mantenha-se intelectual e fisicamente activo
  • Consulte o seu médico, perante sinais ou sintomas de perturbação emocional.


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